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RÁDIO WEB DE IPU

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

ORIGEM DO VOCÁBULO “IPU”

Há várias opiniões sobre a palavra Ipu. Vejamos:

1ª) Qualidade de terra fértil que forma grandes coroas ou ilhas em terras procuradas para a cultura (José de Alencar).

2ª) Vem de Ipohu ou Ipoçu, alagadiço, sumidouro d’água. (Dr. Paulino Nogueira).

3ª) Se o nome da cidade se deriva de um salto, seria Itu, e não Ipu. (Pompeu Sobrinho).

4ª) No Ceará chama-se Ipu a pequena lagoa de águas pouco profundas, que seca no verão.

5ª) O índio chamava Ypu, a fonte, o olho d’água.

6ª) A opinião predominante em relação a palavra Ipu, conhecida pelo ipuense de ontem e de hoje, é a de Dr. Eusébio de Sousa: A denominação desse vocábulo nasceu da admiração que faziam os indígenas da queda que davam as águas do cimo da montanha, grafado assim em língua tupi: água, e “PU”, palavra onomatopaica que quer dizer “queda”.

Pontanto, IPU quer dizer: “Queda D’água”.

CATEGORIA – CIDADE

Ipu, mais uma página se abre na tua História de Vila foste elevada a categoria cidade, conforme reza a Lei nº 2098, de 25 de novembro de 1885. O desembargador Miguel Calmon Du Pin e Almeida presidente da Província do Ceará, faz saber conforme decreto Art. 1º que eleva a Villa do Ipu à categoria de cidade. Art. 2º. Revogam-se as disposições em contrário.

Fonte: Livro “Ipu em três épocas”

De: Maria Valdemira Coêlho Mello

terça-feira, 31 de agosto de 2010

VILA

Em 12 de maio de 1791, por alvará ou Carta Régia, foi criado o município, que teve sua sede na Povoação de Campo Grande, elevada à categoria de VILA com o nome de Vila Nova D’El-Rei, hoje a cidade de Guaraciaba do Norte. O Ipu, quando de sua elevação à categoria de vila tomou a mesma denominação de sua sede Vila d’El-Rei, mas o povo a chamava pejorativamente de “Vila dos Enredos” em virtude das intrigas existentes ali nesse tempo. Em torno da Igrejinha se consolidou e cresceu a Vila. A Lei Provincial nº 200 de 26 de agosto de 1840, suprimiu a Vila de Campo Grande, transferindo a sede do município para o Núcleo de Ipu Grande, com o nome de “Vila Nova de Ipu Grande”. A Lei nº 200, de 26 de agosto de 1840 foi sancionada pelo Presidente Francisco de Sousa Aguiar. Art. 1º - Fica transferida a Vila Nova d’El-Rei para a povoação do Ipu Grande, do mesmo município, com a denominação de Vila Nova do Ipu Grande. Art. 2º - A Matriz de São Gonçalo da Serra dos Cocos, será igualmente transferida para a Ca pela de São Sebastião do Ipu Grande, quando esta estiver em estado de nela se celebrarem decentemente os ofícios divinos. Art. 3º - Ficam revogadas quaisquer leis e disposições em contrário.

A vila denominada por Lei Vila Nova do Ipu Grande, conservava a ingenuidade de uma época em torno da Igrejinha, o vilarejo foi tomando consistência. Mais tarde, em face da Lei nº 432, de 31 de agosto de 1848 o Ipu Grande, se chamou simplesmente Ipu.

Era o Ipu com suas casas baixas com calçadas altas, que ao lusco-fusco as famílias existentes no pequeno núcleo, colocavam cadeiras nas calçadas para um “bate-papo” amigo com os vizinhos.

Era o Ipu dos coronéis:

CEL. JOSÉ LIBERATO DE CARVALHO

CEL. FÉLIX JOSÉ DE SOUSA

CEL. PEDRO ARAGÃO

CEL. JOSÉ PORFÍRIO DE SOUSA

CEL. LIBERALINO DIAS MARTINS

À sobra do velho Tamarineiro muitos deles se reuniam para o tradicional jogo de “carta de baralho”. Era o Ipu que ainda conservava a beleza do luar, refletindo suavemente sua claridade argêntea na encantadora Bica que se desprende da Ibiapaba. Era o Ipu das noites bonitas, das velhas valsas, das serenatas de amor, corações que cantavam ao dedilhar violões, na quietude das noites. Era o Ipu dos famosos Ipês em flor, que davam um colorido à serrinha azulada. Era o Ipu do piar saudoso do passaredo, ao pôr do sol. Era o Ipu do Quadro da Igrejinha, da Rua da Goela, casas de taipas e dos casarões dos coronéis espalhados nas imediações daquele núcleo. Era o Ipu das famílias de destaque:

Família COÊLHO, na pessoa do General Gonçalo Coêlho, que aqui se localizou vindo de Portugal.

Família SOUSA, na pessoa do Cel. Félix José de Sousa.

Família ARAGÃO, oriunda da Província de Aragon, na Espanha.

Família MARTINS, tronco da família Cel. Manuel Martins Chaves, de Penedo (Alagoas) colono português de largas posses.

Família OLIVEIRA LIMA, origem Cel. Sebastião Manuel, que veio de Quixeramobim – Ceará.

Família SOARES, origem Tenente Coronel José Soares de Sousa Fogo, Tenente Coronel, um título adquirido na Guerra do Paraguai. Famílias um tronco de grandes gerações. Era o Ipu dos lampiões de gás localizados nas entradas da vila-cidade e quatro lampiões da Igrejinha. Era o Ipu que ao badalar do sino da Igrejinha, despertava na esperança e acordava na fé. Era o Ipu de São Sebastião, a figura imponente a bravura jovem, o grande soldado de Cristo, que se tornou padroeiro desta terra. Era o Ipu do Padre Francisco Corrêa de Carvalho e Silva, primeiro vigário desta gleba, que deixou o amor de Deus gravado no tempo e estampado em cada página do evangelho da vida do povo simples. Era o Ipu da primeira Banda de Música, organizada por Raimundo da Silva Loureiro que animava as festas daquele pedacinho de chão. Circundado de canaviais verde-pálidos. E o Ipu foi crescendo e abriu o grande livro de sua História nas páginas do tempo e escreveu um Poema sobre seu passado longíquo... Terra amada.

Livro “Ipu em Três Épocas”

Professora Maria Valdemira Coêlho Mello

Foto: Acervo Professor Fco. Mello

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

POVOAÇÃO DE IPU EM 1740

Em 1740 já havia o Arraial com casas de chão de barro batido construíram com o auxílio de alguns portugueses e pernambucanos que aqui aportaram. O céu era de um azul profundo; a vegetação era exuberante e cheia de esperança; a montanha bonita desafiava o nativo; o Ipuçaba volumoso e barulhento descia a serra formando a linda cascata. Chegaram uns missionários da Vila Real de Viçosa e continuaram o trabalho de catequese iniciado por D. Joana de Paula Vieira Mimosa, seguidos de outros padres, vindos depois, os quais construíram a pequena Capela, edificada em 1765 e em torno da qual surgiu o povoado chamado de “Papo”. Era o Ipu dos primeiros edificadores, das manhãs ensolaradas, das tardes suaves, das noites serenas. O casario de taipa surgia, propriedade de um povo simples e humilde. O recanto era tranqüilo, embalado pelo sussurro da queda d’água, e pelo trinar da passarada que procurava refúgio nos galhos das árvores. O local era verdadeiramente bucólico.

Livro “Ipu em Três Épocas”

Professora Maria Valdemira Coêlho Mello

IPU E SUA HISTÓRIA

ORIGEM

A próspera e bela cidade de Ipu, tem a sua História cheia de episódios bem interessantes. Está localizada em parte das terras – 20 léguas doadas a D. Joana de Paula Vieira Mimosa, pelas cortes de Lisboa em 1694. D. Joana de Paula Vieira Mimosa – a Missionária era esposa de João Alves Fontes e mãe de muitos filhos. Era enérgica e habilidosa, colonizou as suas propriedades e contribuiu para a catequese dos índios existentes nessas paragens, da tribo dos Tabajaras, onde teve o berço a famosa Iracema de José de Alencar. O lugar era inculto, soberbas matas ensombravam às margens do Ipuçaba, onde ao Pôr do Sol se ouviam o rugido medonho da cascata e a buzina do Tabajara chamando a tribo para descansar das fadigas do dia-a-dia. Os Tabajaras faziam roçados e neles plantavam o cará, o inhame, o abacaxi e o milho, para a sua subsistência. Dedicavam-se também a construção de casinhas à margem do Ipuçaba, casinhas que depois foram substituídas por outras.

Livro “Ipu em Três Épocas”

Professora Maria Valdemira Coêlho Mello

Foto: Acervo Professor Fco. Mello